segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Catedral de São Pedro de Alcântara
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
14 Bis

O Prêmio Archdeacon, estabelecido em julho de 1906, estimulou os inventores do mundo para a realização do primeiro vôo autônomo de mais de 25 m com aparelho mais pesado que o ar.
Santos-Dumont, que até então se destacara com os “mais leves que o ar” (balões livres e balões-dirigíveis), resolveu competir.
Em 18/07/1906, concluiu o 14-bis, cuja concepção e desenvolvimento estava sendo por ele maturada sem publicidade há algum tempo. Em 23 de julho, ensaiou em público, em Bois de Boulogne, Paris, o novo avião preso ao balão-dirigível nº 14. A partir de 21 de agosto, passou a experimentá-lo separado do dirigível.
O 14-bis estava, inicialmente, equipado com um motor de apenas 24 Hp, a gasolina, tipo Antoinette, com 8 cilindros (4×4, em “V”), construído por León Levavasseur. Santos-Dumont percebeu estar o avião submotorizado.
domingo, 27 de novembro de 2011
Construção do Balão a gás Santos Dumont

segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A Encantada
Projetada pelo próprio Santos=Dumont, foi construída pelo engenheiro Eduardo Pederneiras, no ano de 1918, para residência de verão do inventor. É um chalé do tipo alpino encravado em terreno íngreme; uma construção muito original e única no Brasil, com detalhes curiosos, todos frutos da inventiva e do talento de Santos=Dumont, totalmente fora de qualquer padrão das casas da época.
A construção da casa ocorreu após uma aposta que ele fez com amigos, de que seria capaz de erguer a construção em um pequeno espaço do morro do Encanto. Ganhou a aposta levando para casa a caixa de uísque.
O genial inventor brasileiro chamou-a de “A Encantada” como homenagem à rua do Encanto, onde está edificada, na altura do
número 22. Ali passava longas temporadas até sua morte em 1932, ocor
rida em Guarujá, São Paulo.
Em espaço tão pequeno, a casa
é constituída de uma única peça edificada, possuindo três andares, e um terraço:
- no primeiro andar, ou térreo, há um porão que servia de oficina;
- no segundo, em peça única,
a sala de estar / jantar, com biblioteca e estúdio;
- com acesso por uma escada quase vertical, sobe-se ao quarto e banheiro;
- e ainda, por uma porta lateral, que se abre para uma ponte, tem-se acesso ao alto do terreno no nível do telhado onde se encontra um mirante para observações astronômicas.
As curiosidades da construçãoconduzem à natural admiração dos visitantes:
- a cama, sobre um jirau estreito está sobre uma cômoda espaçosa de muitos gavetões;
- o banheiro possui um chuveiro com aquecimento a álcool, feito com um balde perfurado dividido
ao meio, com entradas para água fria e quente, e duas correntes de dosagem da temperatura;
- os móveis da casa são complementos das paredes, técnica que empregou também na casa de Cabangu, em Palmira/MG, cidade on
de nasceu, e hoje denom
inada Santos Dumont/
MG;
- as escadas, íngremes, tanto a externa quanto a interna, tem os degraus recortados, em forma de raquete, para facilitar os movimentos de subida e descida, evitando tropeços;
- o observatório astronômic
o tem acesso sobre o telhado de flandres, por uma curiosa escada de degraus fixad
os a uma única viga central, e corrimão de cabos de aço.
Na "Encantada” Alberto Santos=Dumont escreveu seu segundo livro “O que eu vi, O que nós veremos” onde comenta os seus inventos aeroná
uticos, em complemento á obra “Os Meus Balões”.
EXTERIOR
Ao contrário do que a maioria das fotos publicadas demonstra, a casa não fica numa colina verdejante, mas sim encru strada no centro de Petrópolis, ao pé de uma rua calçada de paralelepípedos, a Rua do EncantoA casa foi construída em uma pirambeira, com as escadas de acesso muito íngremes. Toda vez que Dumont subia batia com as canelas no degrau de cima. Para acabar com o incômodo, inventou a escada com os degraus vazados, isto é, a metade de cada um dos degraus é aberta, evitando o choque na subida.


Logo à entrada nos deparamos com a famosa escada idealizada por Santos=Dumont. Devido ao ângulo de inclinação, e para evitar tropeços, ele suprimiu um dos lados de cada degrau. O primeiro não tinha o lado esquerdo, o que obriga seus visitantes a começarem a subida com o pé direito ... E porquê não ? Há no interior da casa uma outra escada, ligando a sala ao jirau, onde ele dormia, que inversamente só pode ser subida começando-se com o pé esquerdo !
INTERIOR
Estas fotos mostram a porta de entrada e a mesa de trabalho vistas de cima, no mezanino, onde Santos=Dumont dormia e também utilizava para estudos. É possível notar do lado esquerdo a escada que lhe dá acesso.
Notem que aqui, no interior da casa, os degraus começam com o pé ESQUERDO ! Desmentindo a teoria supersticiosa falsamente atribuída à Santos=Dumont.


Interior da casa,
escada ligando a sala ao jirau, só pode ser subida começando-se com o pé esquerdo !
Este é o fundo da sala, abaixo do mezanino, onde nas prateleiras estão guardados vários livros da coleção particular de Santos=Dumont. Um deles, "O que eu vi, o que nós veremos" está interinho publicado . O primeiro andar é só isso mesmo. Uma sala. Há quem vá pensar que é pouco, apertado, desconfortável, mas para um gênio solteiro nada seria mais prático.

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Próximo a cama tem-se acesso ao banheiro e a porta que leva aos fundos da casa. Atrás da porta, Santos=Dumont guardava sua pequena mala de viagem na prateleira superior.
O intrigante chuveiro de água quente funcionava á alcool, onde a chama aquecia a água fazendo-a ebulir, subindo assim para o balde, que possuía duas alavancas. Uma para misturar a água quente com a fria, e a outra para abrir o fundo.

A porta do mezanino, leva à uma área nos fundos de onde sai uma escada para um patamar, utilizado por Santos=Dumont para que pudesse observar os astros e corpos celestiais.
Na casa, ele construiu ainda um laboratório de fotografia e uma oficina onde fazia encadernações de livros.A casa não tem cozinha, mas tem uma escada no telhado, que leva à um patamar onde fica hasteada a bandeira do Brasil. Esse foi Santos=Dumont, na simplicidade de um gênio que amava o seu País.
Não pense, sequer imagine, que sua visita acaba aqui...
Nada, repito, nada substitui o calor no coração que sentimos, a emoção de estar tão perto, de tocar, de privar do mesmo ambiente onde este incrível brasileiro viveu...
Deixe-se levar pelo sonho, e realize-o.
Mapas:
Mapa estilizado

Mapa Rodoviário

Museu Casa de Santos=Dumont - "A Encantada"
Endereço: Rua do Encanto, 22 – Centro
Telefone: (24) 2247-5222
Visitação: terça a domingo de 9h30m às 17 h.
Visitas orientadas em português / Guided Tour in English / Visita guiada en español
Colaboradores:
Renata Z. Passoni

domingo, 30 de outubro de 2011
História de Petrópolis

Quando estava a caminho de Minas, D. Pedro I conheceu a fazenda do padre Correia, em 1822. Estava à procura de apoio para a Vila Rica, no entanto ao chegar ao Alto da Serra encantou-se com a beleza do lugar, logo lhe veio em mente construir um Palácio para si. Em 1844, foi elevada à categoria de curato em 1857 é elevada à condição de cidade.




