domingo, 30 de outubro de 2011

História de Petrópolis


Quando estava a caminho de Minas, D. Pedro I conheceu a fazenda do padre Correia, em 1822. Estava à procura de apoio para a Vila Rica, no entanto ao chegar ao Alto da Serra encantou-se com a beleza do lugar, logo lhe veio em mente construir um Palácio para si. Em 1844, foi elevada à categoria de curato em 1857 é elevada à condição de cidade.





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  3. HISTÓRICO
    Projetada pelo próprio Santos=Dumont, foi construída pelo engenheiro Eduardo Pederneiras, no ano de 1918, para residência de verão do inventor. É um chalé do tipo alpino encravado em terreno íngreme; uma construção muito original e única no Brasil, com detalhes curiosos, todos frutos da inventiva e do talento de Santos=Dumont, totalmente fora de qualquer padrão das casas da época.

    A construção da casa ocorreu após uma aposta que ele fez com amigos, de que seria capaz de erguer a construção em um pequeno espaço do morro do Encanto. Ganhou a aposta levando para casa a caixa de uísque.
    O genial inventor brasileiro chamou-a de “A Encantada” como homenagem à rua do Encanto, onde está edificada, na altura do número 22. Ali passava longas temporadas até sua morte em 1932, ocorrida em Guarujá, São Paulo.
    Em espaço tão pequeno, a casa é constituída de uma única peça edificada, possuindo três andares, e um terraço:
    - no primeiro andar, ou térreo, há um porão que servia de oficina;
    - no segundo, em peça única, a sala de estar / jantar, com biblioteca e estúdio;
    - com acesso por uma escada quase vertical, sobe-se ao quarto e banheiro;
    - e ainda, por uma porta lateral, que se abre para uma ponte, tem-se acesso ao alto do terreno no nível do telhado onde se encontra um mirante para observações astronômicas.
    As curiosidades da construção conduzem à natural admiração dos visitantes:
    - a cama, sobre um jirau estreito está sobre uma cômoda espaçosa de muitos gavetões;
    - o banheiro possui um chuveiro com aquecimento a álcool, feito com um balde perfurado dividido ao meio, com entradas para água fria e quente, e duas correntes de dosagem da temperatura;
    - os móveis da casa são complementos das paredes, técnica que empregou também na casa de Cabangu, em Palmira/MG, cidade onde nasceu, e hoje denominada Santos Dumont/MG;
    - as escadas, íngremes, tanto a externa quanto a interna, tem os degraus recortados, em forma de raquete, para facilitar os movimentos de subida e descida, evitando tropeços;
    - o observatório astronômico tem acesso sobre o telhado de flandres, por uma curiosa escada de degraus fixados a uma única viga central, e corrimão de cabos de aço.
    Na "Encantada” Alberto Santos=Dumont escreveu seu segundo livro “O que eu vi, O que nós veremos” onde comenta os seus inventos aeronáuticos, em complemento á obra “Os Meus Balões”.

    EXTERIOR
    Ao contrário do que a maioria das fotos publicadas demonstra, a casa não fica numa colina verdejante, mas sim encrustrada no centro de Petrópolis, ao pé de uma rua calçada de paralelepípedos, a Rua do Encanto.

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  4. A casa foi construída em uma pirambeira, com as escadas de acesso muito íngremes. Toda vez que Dumont subia batia com as canelas no degrau de cima. Para acabar com o incômodo, inventou a escada com os degraus vazados, isto é, a metade de cada um dos degraus é aberta, evitando o choque na subida.




    Logo à entrada nos deparamos com a famosa escada idealizada por Santos=Dumont. Devido ao ângulo de inclinação, e para evitar tropeços, ele suprimiu um dos lados de cada degrau. O primeiro não tinha o lado esquerdo, o que obriga seus visitantes a começarem a subida com o pé direito ... E porquê não ? Há no interior da casa uma outra escada, ligando a sala ao jirau, onde ele dormia, que inversamente só pode ser subida começando-se com o pé esquerdo !

    INTERIOR
    Estas fotos mostram a porta de entrada e a mesa de trabalho vistas de cima, no mezanino, onde Santos=Dumont dormia e também utilizava para estudos. É possível notar do lado esquerdo a escada que lhe dá acesso.

    Notem que aqui, no interior da casa, os degraus começam com o pé ESQUERDO ! Desmentindo a teoria supersticiosa falsamente atribuída à Santos=Dumont.


    Interior da casa,
    escada ligando a sala ao jirau,
    só pode ser subida começando-se com o pé esquerdo !

    Este é o fundo da sala, abaixo do mezanino, onde nas prateleiras estão guardados vários livros da coleção particular de Santos=Dumont. Um deles, "O que eu vi, o que nós veremos" está interinho publicado . O primeiro andar é só isso mesmo. Uma sala. Há quem vá pensar que é pouco, apertado, desconfortável, mas para um gênio solteiro nada seria mais prático.

    Já no mezanino encontramos a cama, que o Pai da Aviação também utilizava como mesa de trabalho durante o dia. Seu telefone era de magneto, e possuía o número "111" conforme a lista de assinantes da época. Ele o utilizava também para pedir suas refeições, que eram preparadas num grande hotel que existiu ao lado de sua casa, hoje pertencente á Universidade Católica de Petrópolis.

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  5. O intrigante chuveiro de água quente funcionava á alcool, onde a chama aquecia a água fazendo-a ebulir, subindo assim para o balde, que possuía duas alavancas. Uma para misturar a água quente com a fria, e a outra para abrir o fundo.








    A porta do mezanino, leva à uma área nos fundos de onde sai uma escada para um patamar, utilizado por Santos=Dumont para que pudesse observar os astros e corpos celestiais.
    Na casa, ele construiu ainda um laboratório de fotografia e uma oficina onde fazia encadernações de livros.
    -
    A casa não tem cozinha, mas tem uma escada no telhado, que leva à um patamar onde fica hasteada a bandeira do Brasil. Esse foi Santos=Dumont, na simplicidade de um gênio que amava o seu País.

    Não pense, sequer imagine, que sua visita acaba aqui...
    Nada, repito, nada substitui o calor no coração que sentimos, a emoção de estar tão perto, de tocar, de privar do mesmo ambiente onde este incrível brasileiro viveu...

    Deixe-se levar pelo sonho, e realize-o.


    Mapas:

    Mapa estilizado


    Mapa em Relevo

    Mapa Rodoviário



    Museu Casa de Santos=Dumont - "A Encantada"
    Endereço: Rua do Encanto, 22 – Centro
    Telefone: (24) 2247-5222
    Visitação: terça a domingo de 9h30m às 17 h.
    Visitas orientadas em português / Guided Tour in English / Visita guiada en español
    Colaboradores:
    Renata Z. Passoni

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